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Lechner, Elsa / Galvanese, Marina S. / Keating, Clara - Oficinas biográficas: co-significar e co-construir discursos sobre a imigração em Coimbra

. Publicado en Pósteres

Autoría Lechner, Elsa (Universidade de Coimbra - CES)
Galvanese, Marina S.
  (Universidade de Coimbra - CES)
Keating, Clara  (Universidade de Coimbra - CES)
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Título Oficinas biográficas: co-significar e co-construir discursos sobre a imigração em Coimbra
Sección Pósteres
Resumen No âmbito de uma pesquisa colaborativa com imigrantes na cidade de Coimbra, foram realizadas, até o momento, quatro oficinas biográficas nas quais os/as 20 voluntários/as do projeto falaram, em primeira pessoa, acerca das suas experiências migratórias. As oficinas, ou rodas de história, criaram um espaço extra-quotidiano que reuniu investigadores e participantes (os quais à partida não se conheciam e que chegaram ao projeto por diferentes vias), convidados/as a partilharem durante três dias, suas histórias de migração. A biografização nas oficinas tem seguido (com algumas variações, como o tempo de duração) uma estrutura pré-estabelecida (Lechner, 2012) que foi apresentada aos/às participantes aquando do convite feito para que aderissem ao projeto. Realizadas, em sua maioria, nas instalações do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, “orquestradas” e guiadas pela equipa de investigação, faladas em português, filmadas na totalidade por profissionais, tendo uma temática pré-definida e uma frase comum que desencadeava as narrativas, as oficinas compõem um género discursivo que enquadra as histórias contadas. Contudo, a despeito das limitações existentes à partida, as oficinas constituem um espaço de negociação entre investigadores e participantes; um lócus de atribuição coletiva de sentidos e significados e de construção partilhada de conhecimentos sobre a temática da imigração. Para além de permitir a fala em primeira pessoa, e com isso possibilitar a emergência de temas não previstos, as oficinas criam um espaço de escuta atenta no qual a partilha de ressonâncias e dissonâncias faz com que os assuntos levantados sejam valorizados e significados não pelo investigador isoladamente, mas pelo grupo como um todo. Por essa razão, o ambiente artificialmente criado das oficinas favorece o desenvolvimento de uma pesquisa colaborativa cujo resultado não é um discurso sobre os imigrantes, mas produzido com os imigrantes.  Este trabalho apresentará o género discursivo das oficinas biográficas, refletirá sobre suas limitações e apresentará suas potencialidades para a construção de um conhecimento menos assimétrico e mais distante das representações monológicas acerca da imigração. Para tanto, mostrará como, na interação do grupo, se deu a emergência de alguns temas inicialmente inesperados (ex.: o tema das religiões e do espaço do Centro Comercial Avenida, em Coimbra) e como alguns temas clássicos dos estudos migratórios (ex.: racismo e discriminação) foram abordados e significados pelos participantes. Terminamos refletindo sobre os limites éticos das línguas de descrição que permitem representar a negociação dos lugares de colaboração dos participantes no projeto. 
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